Logo após o anúncio da demissão do técnico Mano Menezes
pela CBF, o diretor de Seleções, Andrés Sanches, afirmou que continuará
no cargo, apesar de ter sido contra a decisão tomada pelo presidente da
entidade, José Maria Marin.
A troca no comando da equipe foi decidida em reunião na sede da
Federação Paulista de Futebol, em São Paulo, entre Andrés, Marin e Marco
Polo del Nero, vice da CBF e mandatário da FPF.
- Fui voto vencido. Os critérios são do presidente, ele entende que no
início da temporada quer outros métodos. Está na posição de presidente,
sendo corajoso e ousado. Temos que respeitar - disse o ex-presidente do
Corinthians.
A CBF informou que a nova comissão técnica será anunciada em janeiro.
Questionado sobre quem são os candidatos ao cargo, Andrés não citou
nomes:
- Vão aparecer seis ou sete nomes a partir de hoje e um desses será o
treinador - afirmou o dirigente, referindo-se à especulação da imprensa.
Tite (Corinthians), Muricy Ramalho (Santos) e Luiz Feipe Scolari
(ex-Palmeiras) são os favoritos para substituir Mano. Andrés confirmou
que foi o responsável por dar a notícia da demissão ao agora
ex-treinador da Seleção.
- Eu comuniquei pessoalmente a saída dele. Ninguém gosta de ouvir uma
notícia dessa em qualquer situação. Essas coisas acontecem e ele está
preparado.
De acordo com Andrés, os outros membros da comissão técnica que saíram com Mano poderão voltar em 2013:
- Está todo mundo demitido, mas ninguém está vetado. Se amanhã o novo
treinador entender que esse ou aquele deve voltar, vamos fazer o que
precisa ser feito.
O diretor afirmou ainda que não houve problema entre Mano e Marin na
Argentina, antes da disputa do Superclássico na última quarta, e que a
decisão do presidente da CBF só poderá ser analisada após os resultados
obtidos pela Seleção sob o novo comando:
- Não houve discussão na Argentina. Quem disse isso é um grande
mentiroso. O presidente apenas achou, no direito dele, que tinha de
mudar o planejamento. Se mudar muito o grupo e der certo, realmente o
treinador estava errado. Se mudar pouco e der certo, o treinador estava
no caminho certo. Se continuar o mesmo e der certo, mudou o treinador e
estava errado.
Andrés e Mano chegaram à CBF após trabalho no Corinthians
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